Cristiano Burlan<\/a> foi o terceiro convidado da 17\u00aa Semana de Orienta\u00e7\u00e3o da Academia Internacional de Cinema<\/a> (AIC). O diretor, que foi aluno da primeira turma da AIC, ainda em Curitiba, falou sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a morte e a transposi\u00e7\u00e3o dessas experi\u00eancias para o cinema.<\/p>\n
Uma filmografia que, de acordo com Burlan, busca gerar debates e n\u00e3o diz respeito apenas a sua hist\u00f3ria, s\u00e3o pontos de partida para falar de hist\u00f3rias do mundo. \u201cO filme do meu irm\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sobre o meu irm\u00e3o, mas sobre os muitos irm\u00e3os que s\u00e3o assassinados nas periferias brasileiras. O filme do meu do meu pai, n\u00e3o \u00e9 sobre, mas sobre trabalhadores invis\u00edveis. O filme da minha m\u00e3e, n\u00e3o \u00e9 sobre a minha m\u00e3e, mas sobre feminic\u00eddio<\/a>“, ponderou o diretor, lembrando que a cada seis horas uma mulher \u00e9 assassinada no Brasil.<\/p>\n